Pregos: como são feitos e suas aplicações

Entre os elementos de fixação, um dos mais comuns e antigos de que se tem notícia é o prego. Há mais de 5 mil anos, foram inventadas as primeiras versões desse objeto, que eram feitas de madeira resistente. Hoje, é claro, a versão mais comum é produzida com metal, que vai desde o cobre e o latão até o aço inoxidável. Existem pregos para diversas aplicações, como para marcenaria e para construção civil, por exemplo.

Para se tornar uma haste de metal com uma das pontas afiadas e a outra achatada, o prego precisa passar por um processo engenhoso de fabricação, que começa pela decapagem de um fio-máquina (aço laminado) e que, depois, passa pela trefilação. A matéria-prima, é transformada mecanicamente à frio e conduzida por uma matriz, por esforço de tração. Por fim, uma máquina de pregos dá forma final ao produto que, depois de polido, pode ser embalado.

Existem diversos modelos, como os pregos eletrosoldados, prego ardox, prego anelado, pregos em rolo coil, prego telheiro, entre outros. Eles podem ser fixados, dependendo da aplicação, com martelos simples ou com pregador pneumático. A força imprimida pelo impacto da ferramenta sobre a cabeça de um prego é distribuída de forma muito maior do que a da outra extremidade do objeto. Dessa forma, há uma pressão muito maior sobre a superfície que deve ser perfurada do que a pressão recebida do martelo.

Os pregos exercem pressão lateral com afastamento das estruturas, por isso é bastante eficaz em termos de aderência. Porém, em certos tipos de materiais, com menor elasticidade, o efeito colateral dessa pressão pode ser o descolamento parcial da estrutura. É o caso de rebocos de parede ou azulejos. Por isso, escolher o tipo certo de fixador, bem como as ferramentas a serem usadas, é fundamental para a qualidade do trabalho.

Posted in: